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Quem é maior: Deus ou eu?

Amar a Deus sobre todas as coisas…

Quem é maior: Deus ou eu? A resposta é fácil: Deus! Porém o que se vê hoje é o contrário, para muitos que vivem como se fossem maiores que Deus, como se dissessem: “Deus sou eu!” No mundo atual é notável o aumento do egoísmo e a diminuição da doação caridosa – cresce a tendência de se pensar só no ter e no fazer para ter, no conquistar e no ser melhor do que o outro, esquecendo de pôr Deus no centro da vida, ignorando que Ele é o verdadeiro provedor de tudo.

Para muitos que se dizem cristãos, a Santíssima Trindade foi trocada pela “santíssima quantidade”, substituindo o Deus Pai que cria, Deus Filho que salva e Deus Espírito que santifica pelo deus dinheiro que permite.

Como assim, o deus dinheiro que permite? É assim para aqueles que pensam e se comportam nos seguintes parâmetros: sem muito dinheiro não posso viver, não posso ter uma boa casa, uma boa família, não posso dar bons estudos aos meus filhos, não posso ter boas coisas, não posso ajudar o outro, não posso ir à igreja, não posso ser feliz… Nota-se nisso que o dinheiro se torna um deus, com o que se  deixa de considerar que é de Deus que tudo provém. Isso leva a muitas desculpas, colocam-se muitas travas e muitos “porquês” para não se viver mais para Cristo… Chega-se a colocá-lo como consequência do ter: se tenho, vou à Igreja; se tenho, posso ajudar…

As “facilidades” do mundo atual levam a uma liberdade religiosa que pode nos matar espiritualmente, pois se vivêssemos sofrendo perseguições, se a prática da fé fosse proibida, talvez a buscaríamos com esforço e até daríamos a vida pela Igreja, pois sentiríamos falta dela: falta da missa, falta de poder andar com uma camisa de Jesus…

Parece que a liberdade que temos nos esfriou… O inimigo sabe o que fazer para nos perder, é astuto, porém somos filhos da luz e de um Pai rico em tudo! Não esperemos o pior para valorizar o que tínhamos! Que o dinheiro seja apenas uma consequência da vida que prioriza a oração, fruto do trabalho digno aliado à providência divina, sem esquecer jamais: primeiro Deus, depois o mundo! Lembremos dos ensinamentos das Sagradas Escrituras: “Se fores fiel no pouco, Ele te concederá mais.”E também: “Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado.”

Se minha confiança está firme em Deus, o que mais posso temer neste mundo do que viver sem Ele? Por acaso saciar a fome é mais necessário que Deus? A alegria é mais importante que Deus? Ou o eu é mais importante que Deus? Nada é mais valioso do que viver para Cristo e por Ele sofrer as consequências de um amor incondicional, ainda que incompreendido, até mesmo ridicularizado pelo mundo – porém um amor perfeito, que não se encontra nesse mundo!