Nossa Senhora das dores

Nossa Senhora das Dores – venerada no dia 15 de setembro*

Dentre os muitos títulos com os quais Maria Santíssima é reverenciada, o de Nossa Senhora das Dores evoca justamente a faceta da dor, do sofrimento, do enfrentamento das mais atrozes aflições…

Em um mundo em que as pessoas são estimuladas incessantemente à busca desvairada do prazer e à fuga a todo custo da dor, a mãe de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo continua sendo venerada por um grande número de fiéis com esse título, sendo inclusive Nossa Senhora das Dores a padroeira de muitas paróquias, de diversos municípios e até de estados de alguns países – sendo também a padroeira da Eslováquia.

O católico minimamente instruído sobre a relação que nos cabe cultivar com Maria Santíssima tem plena consciência de que, ao nos aproximarmos de Nossa Senhora, nos aproximamos de Jesus, pois é a ele que ela nos conduz. Assim foi durante sua vida e assim permaneceu após a sua assunção aos céus!

A celebração de Nossa Senhora das Dores, no dia seguinte ao da Exaltação da Santa Cruz, se dá com esse mesmo sentido: é Maria Santíssima nos ensinando a nos colocar diante das dores da mesma forma como Jesus o fez. O exemplo da Virgem Dolorosa nos concita a enfrentar as dores com a consciência de que, após a cruz, vem a ressurreição.

É a essa atitude que nossa fé nos lança a assumir: enfrentar as cruzes cientes de que, unidos a Jesus nos sofrimentos, após estes nos esperam as alegrias da ressurreição! Quanto mais configurados estivermos a Nossa Senhora das Dores e ao Cristo crucificado, buscando sinceramente seguir os seus exemplos – com a disposição de Maria: “Faça-se em mim segundo a sua palavra”; com a resignação de Jesus: “Que se faça não a minha, mas sim a tua vontade, ó Pai!” – mais próximos estaremos da ressurreição e da glória que o sacrifício da cruz nos franqueou!

Por que a depressão se tornou a epidemia do século? Porque muitas pessoas caíram nas falácias de satanás, seduzidas pela busca do prazer, fugindo da dor. Pautados na Palavra de Deus, na doutrina da Igreja, no exemplo dos santos; inspirados em Cristo Crucificado e em Nossa Senhora das Dores, faremos de cada dor, como ensina o São Paulo Apóstolo, oportunidade para completar em nós o sacrifício de Cristo. Unidos com Ele nos sofrimentos, carregando amorosamente nossas cruzes, com ele também estaremos unidos na ressurreição e na glória!

* André Luiz Alves – pré-discípulo de 1o ano da Comunidade Transfiguração.