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Irmãos de vocação – Santa Escolástica, a irmã de São Bento

Santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento, celebrada em 10 de fevereiro, legou-nos grandes lições de caridade e fé. Após o falecimento dos pais, doou os bens que herdou da família aos pobres e procurou São Bento – que já se tornara monge – juntamente com uma criada e amiga de confiança, manifestando o desejo de seguir Cristo através das regras beneditinas.

São Bento discerniu que a irmã tinha vocação e passou-lhe a regra, tonando-se ela fundadora do ramo feminino da ordem: as Beneditinas. Assim, muitas jovens passaram a seguir nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos passos de São Bento e Santa Escolástica.

A Santa Regra beneditina, composta pelo prólogo e 72 capítulos, orienta para se viver na escuta com o coração para retornar a Deus, vivenciando o Evangelho (compreendido como totalidade das Sagradas Escrituras) na sua integralidade. Preconiza a oração, o trabalho, a leitura (estudo) e a meditação, em atitude de obediência e humildade, num ambiente de predominante silêncio, evitando dissipar-se com o que não esteja em sinergia com o sagrado.

Essa Santa Regra chama à atenção para a sacralidade da vida, orientando no sentido de que todas as coisas devem servir para dar glória a Deus, concebendo o mosteiro como casa de Deus, escola do serviço do Senhor…

São Bento e Santa Escolática, tendo suas vidas pautadas em tais altos desígnios de santidade, acordaram entre si de encontrarem-se uma vez por ano para conversar – uma das raras ocasiões em que o santo deixava o mosteiro, deslocando-se até a habitação da irmã.

De acordo com o relato do Papa Gregório Magno, no livro “Diálogos”, em uma dessas visitas, Santa Escolástica pediu ao irmão que permanecesse com ela também à noite, pois desejava conversar mais. O irmão disse que não. Primando pela disciplina, estava determinado a retornar, para pernoitar no seu mosteiro.

Santa Escolástica começou a chorar e então um forte temporal se formou repentinamente, tendo a chuva torrencial desestimulado São Bento de partir, permanecendo a noite toda com a irmã, em intenso diálogo fraternal. Três dia depois, Santa Escolástica partiu para o Céu. São Gregório Magno, ao final do relato desse episódio concluiu no sentido de que a quem mais amou, Deus atendeu com maior prontidão.

Louvado seja Deus pela vida de São Bento e Santa Escolástica, irmãos de sangue e de vocação. Debruçar-se sobre a Santa Regra beneditina, conhecê-la e, na medida das possibilidades de cada um, colocá-la em prática, é algo sumamente recomendável a todos os que desejam chegar ao objetivo para o qual São Bento e Santa Escolástica viveram: caminhar para o Céu.

A propósito de caminhar para o Céu, sempre oportuna é a récita da Oração da Medalha de São Bento: “A Cruz sagrada seja a minha Luz! Não seja o Dragão meu guia! Retira-te Satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs! É mau o que tu me ofereces! Bebe tu mesmo do teu veneno! Que deixe os corpos e os espíritos possessos, renuncio a Satanás, suas pompas e suas obras e uno-me a Jesus e à Maria para sempre! Amém!”